Loop Infinito

Eu nunca sei se eu sou covarde ou cautelosa por me afastar e não dizer. É terrível parecer ser forte e segura e por dentro ter medo porque é… eu tenho. E eu até tento fugir do que eu sinto mas aí eu me lembro que fugir do que sinto é não saber lidar comigo mesma e pra ser sincera eu não tenho muito orgulho disso. Então volta e meia eu me pego com você no pensamento e volta e meia eu tento pensar em uma nova forma de me aproximar. Mas chega a hora e eu não tenho coragem, no fundo eu continuo sendo aquela que é ótima em se afastar e terrível em chegar mais perto. Essa barreira se tornou grande demais e enfim eu me convenço de que é melhor deixar assim. E então deixo.

Mas me surpreendo comigo mesma ao sonhar com você por duas noites seguidas. É intenso e me desnorteia já que constato que nos meus sonhos eu não posso fugir. Queria te contar sobre o que sonhei sem correr o risco de parecer vulgar ou que estou usando uma cantada barata. Esse não é o meu perfil. Mas por não saber como você reagiria, adormeço a ideia de te falar. E adormeço novamente sem saber como me aproximar. É um loop infinito e eu não sei lidar.

 

Natália Medeiros

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Cap. 1 – Quanto custa um sonho?

Faz pouco tempo que decidi cursar Psicologia. Não foi uma decisão instantânea. Ao tomá-la, tive que fazer a seguinte reflexão: de quantas coisas sou capaz de abrir mão para realizar isso?
Não foram poucas coisas. Desde meu tempo livre aos meus recursos financeiros. Tudo seria afetado. Não é tão fácil sair da zona de conforto aos 31 anos de idade e decidir cursar uma outra graduação e frequentar diariamente uma faculdade pelos próximos 5 anos.
O que despertou em mim a possibilidade de realizar isso, foi quando minha psicóloga disse: “As pessoas fazem esforços, Natália.”. A frase ficou aqui rondando meus pensamentos até que em determinado dia, o meu olhar se abriu e minha certeza do que eu queria nunca esteve tão clara. Lembrei também daquela entrevista do psicanalista Contardo Calligaris (eu já compartilhei aqui) onde ele diz que é preferível ter uma vida interessante a ter uma vida feliz. Entenda uma vida interessante como uma vida que faça sentido pra você. Lembro do Contardo falando que para ele adquirir todo o conhecimento que ele tem, ele abriu mão de muitas coisas, até mesmo do convívio com a família. Definitivamente, não é uma decisão fácil. Não estou dizendo que devemos abrir mão do convívio com a família para realizar algo. No caso dele foi necessário porque ele tinha que viajar bastante para realizar o que se propôs a fazer. No meu caso, por exemplo, eu tive que abrir mão de viagens e confortos e aquisições materiais. Até mesmo minha presença aqui no Instagram e minha produção de textos para os sites onde sou colaboradora seriam afetados (já que eu usava meu tempo livre para tal). Tais coisas nos próximos anos não serão minha prioridade porque eu decidi abraçar um sonho com meus dois braços e meu coração. A questão da felicidade, que o Contardo Calligaris fala, fez muito sentido pra mim. A vida não é feliz. Nela temos momentos de felicidades. Assim como temos muitos momentos difíceis. Se a gente persegue o ideal de uma vida feliz, muito provavelmente a gente encontrará depressão ou outro tipo de adoecimento mental. Ter uma vida com coisas que nos façam sentido nos traz mais resiliência para enfrentar os avessos da vida. Esse texto que eu li há seis meses também fez parte desse meu despertar. Mas eu vou contar pra vocês no próximo capítulo qual foi o ponto-chave para decidir realizar um sonho. E acreditem, é um paradoxo pois o caminho foi pela dor. Se eu tivesse evitado a dor, eu não estaria realizando um sonho agora.

Nat Medeiros

Reflexões sobre a patologização da vida

Fazendo um paralelo com o filme “Não estou louca” (já fiz uma resenha dele aqui no Blog), trago uma reflexão muito importante que estará ligada a uma série de textos que eu vou postar nos próximos dias, todos ligados ao tema “saúde mental”.
Há uns dias assisti a esse vídeo 10 coisas que aprendi sobre o Luto – Sarah Vieira onde a psicóloga Sarah Vieira fala sobre um tema muito sério: o luto. E pra falar sobre ele, Sarah cita o DSM-5 (Manual de Diagnóstico de Transtornos Mentais). Esse Manual foi criado em 1952 e tinha 100 páginas na época. Hoje ele está em sua 5° edição e tem MIL páginas. No DSM-5, o luto é citado 130 vezes. Sarah ainda cita que a quantidade de transtornos catalogados aumentou tanto que é quase impossível a gente ler o manual e não se identificar com um ou vários transtornos.
A crítica que ela faz é que estamos patologizando a vida. Tudo se tornou doença. Até o luto está indo para esse caminho. Na opinião de Sarah, essa inflação de transtornos mentais mostra que se nós não nos adequarmos a um padrão muito específico, já somos considerados doentes. Não queremos sofrer, não toleramos a dor. Qualquer dor que sentimos, recorremos ao bar ou a remédios (Brasil, país que mais consome rivotril). A sociedade não tolera a tristeza.
Eu achei fantástica essa colocação dela. Porque por anos acreditei ser borderline por ser intensa em meus relacionamentos. E três psicólogos já tinham me falado que eu não era “border”. Mas eu me apegava demais a isso. E lia muito sobre e até internalizava uma ou outra coisa. Só que o fato de apresentarmos alguma característica de algum transtorno não faz ter esse transtorno. Eu demorei muito pra aceitar que eu não tinha… Estamos patologizando até nossas características, sejam elas boas ou ruins (e hoje, ser intensa no que eu faço é a coisa que eu mais amo em mim).
Sarah ainda fala que não olhamos pra dentro, não nos conhecemos. Buscamos fora. Buscamos testes de Facebook, buscamos diagnósticos médicos. Tudo que possa nos definir porque a gente mesmo já não consegue (o auto-conhecimento não é muito incentivado). A ansiedade, por exemplo… Se uma pessoa passa uma semana muito ansiosa, já acredita que pode ter transtorno de ansiedade. Mas ansiedade é natural. Mesmo quando ela está mais intensa. Às vezes você está passando por algo que justifique sua ansiedade ter aumentado. Então antes de se diagnosticar com transtorno de ansiedade, é preciso investigar o que está causando-a. Não somos de ferro. Somos humanos!
Essa reflexão do vídeo foi tão enriquecedora que levei pra sala de aula. Perguntei ao meu professor da matéria Psicologia, Ciência e Profissão o que ele achava sobre o aumento do DSM-5, ele, além de concordar que há uma patologização em relação à saude mental, indicou a leitura do texto Acordei doente mental. O texto, além de ser muito esclarecedor, aponta para o fato de que o aumento da quantidade de transtornos mentais relatados no DSM-5 está muito ligada à indústria farmacêutica. Pasmem!
E o que tudo isso tem a ver com o filme “Não estou louca”? TUDO! O filme, de forma caricata mas interessante, relata a história de uma mulher que através de uma crise e de um desequilíbrio, reconstruiu uma vida com muito mais sentido. Tem a ver com o vídeo do luto também, onde a psicóloga fala como o contato com a morte e com a dor podem ser transformadores. A psicóloga até cita casos de pacientes que encontraram um sentido maior para a vida quando enfrentavam a dor da perda de alguém amado. E isso fez sentido pra mim, que me tornei minimalista após perder minha mãe.
Viver a dor, viver o luto, aceitar a tristeza, são partes essenciais da vida. Inspirada por tudo isso, eu escrevi uma série de 3 capítulos onde eu falo um pouco sobre a minha experiência de sonho e dor. O primeiro capítulo eu vou postar agora. Ao final, vocês vão entender como eu interliguei tudo isso. Prometo! Creio que possa fazer sentido para alguém e acrescentar de alguma forma.

Nat Medeiros

Ainda que eu tenha algo a dizer

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Porque eu não sei bem me expressar. Eu sou melhor em esconder.

Porque eu não sei bem encarar. Eu sou melhor em evitar.

Mas acabo por ser refém de mim mesma pois ao tentar não ser óbvia, sou óbvia demais.

E ainda que eu tenha algo a dizer, eu me torno aquela que prefere calar. Porque o silêncio evita a exposição e não pede respostas, apenas contempla sem nenhuma espera.

O que não é dito paira sobre esses dias e dá o tom e, paradoxalmente, acaba te confessando tudo.

 

Nat Medeiros

Fonte da Imagem: Pinterest

Algumas vezes na vida eu me senti ferida e perdida. Estranho seria se eu fosse de ferro.

Algumas vezes na vida eu me senti ferida e perdida. Estranho seria se eu fosse de ferro. Algumas vezes, eu me desequilibrei e julguei ser dependente de pessoas cujo caminho era diferente do meu. Insisti em algo onde não havia espaço pra mim. Bati em uma porta que vivia fechada. Não me arrependo. Precisei passar por todos esses processos para olhar pra dentro, com profundidade, e me expandir. E assim, me conhecer melhor e ter mais consciência do que eu queria. E merecia.
Algumas vezes na vida, eu caí e desci ao fundo do poço. E foi só estando lá, naquele lugar, é que desenvolvi habilidades de escalada. Por ter me reerguido, aprendi que o chão também serve de impulso. Mas mais do que isso, aprendi que quedas são naturais. E ensinam.
Algumas vezes na vida aprendi que o outro não iria me salvar. Aprendi a salvar a mim mesma, por mais demorado e difícil que isso fosse. Entendi que somente atravessando os meus desertos e encarando de frente as minhas frustrações é que eu poderia criar novas possibilidades. Tive derrotas doloridas. Vi planos e sonhos escaparem das minhas mãos como água. Criei expectativas e me frustrei. E ao contrário do que se prega, creio que o caminho não é evitar sentimentos, mas aceitá-los. A aceitação de uma dor, frustração ou rejeição é o primeiro passo para aprendermos a lidar. Sem a aceitação e a consciência, vivemos em auto-engano. Onde parecemos fortes demais e imbatíveis demais. Falamos mil vezes, repetimos mil vezes até que um dia quase acreditamos. Mas no fundo já sabemos que isso não convence.
Aprendi que para eu ser forte, antes eu preciso aceitar ser fraca. Porque é justamente nos momentos de dor e fraqueza que temos em nossas mãos um potencial imenso de virada e transformação.
Eu sei que se deixar sentir não é fácil. Mas é necessário e nos leva além. E é por isso que dentre todos os verbos do mundo, há este que me guia, o SENTIR. Eu não tenho. Eu não sou. Eu SINTO. E é tanto!

Nat Medeiros
#natmedeiros

O Lado Bom da Vida

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Duas pessoas imperfeitas, desequilibradas (no ponto de vista de uma sociedade pseudo-equilibrada), em contraste com a foto de uma família “perfeita”. Tiffany e Pat são talvez o meu casal preferido do cinema justamente por serem quebrados, incompletos mas profundamente honestos em sua imperfeição. Ainda lidando com fantasmas de relacionamentos passados, eles enfrentam, cada um, uma nova tentativa de serem aceitos em um mundo que brilha mas que pouco sente. Eles não se adequam, por mais que tentem. Mas acabam por descobrir que há outras possibilidades se tiverem dispostos a deixar a superfície, que tantos habitam, e ir em direção às profundezas, lugar de poucos. O lado bom da vida não é o lugar onde somos perfeitos, equilibrados, invejados ou mesmo admirados. O lado bom da vida é lugar onde chegamos assim que estamos dispostos a enfrentar a parte mais difícil. Nele não há brilho ou promessas de “felizes para sempre”. Há apenas a certeza de que as emoções e relações serão reais. E em um mundo que visa tanto a idealização dos relacionamentos, nada tão corajoso quanto ser real. Só assim desfrutamos o nosso melhor, o lugar a que o título do filme remete.

Nat Medeiros

HUMANA E POR ISSO MESMO, IMPERFEITA

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Que eu possa ser cada dia mais…humana. Que nisso compreenda aceitar minha natureza. Frágil, insegura, receosa. Mas ainda sim, forte, segura, corajosa. Porque por não ser estática, me dou o direito de ser imperfeita. Como o mar, imprevisível em suas ondas. Emoções que jorram e às vezes tempestade que assusta. Me aceito assim, falha que fala abertamente sobre derrotas e medos. São eles que permitem que eu escave fundo em busca da melhor versão de mim mesma. Em um mundo onde as fotos e os risos são tão fartos, aceito minhas lágrimas que insistem me lembrar de que jamais serei seca. Sou orgânica. Tenho pântanos dentro de mim que me fazem desenvolver resiliência e vida. É fato, às vezes tombo e me sucumbo entre rastros. Mas é só tendo contato direto com o chão que eu desenvolvo raízes que também me erguem. Que eu possa continuar sendo o que mais amo, humana e por isso mesmo, imperfeita.

Nat Medeiros

Fonte da Imagem: Pinterest

NEM TODOS PRECISAM SABER TUDO SOBRE NÓS

Ontem eu postei um meme da Princesa Diana que mostra como a mesma estava fisicamente no dia seguinte à declaração pública do Príncipe Charles sobre a infidelidade cometida por ele. Ela estava simplesmente esplêndida!

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A primeira vez que eu vi esse meme eu apenas pensei em como ela parecia fisicamente com a minha mãe e como essa atitude dela perante à declaração de infidelidade do marido também era a cara da minha mãe. É, eu acho que nunca vi a minha mãe chorar e também nunca a vi ficar sentida pelo relacionamento com meu pai.

A segunda vez que vi a foto e a analisei com mais calma, pensei: talvez por dentro Diana não estivesse tão bem assim.

A verdade é que somos seres dotados de sentimentos. Sofremos, mas muitas vezes calados. Sentimos, mas muitas vezes em silêncio. Acho que é uma dualidade porque vivemos em uma sociedade cujo objetivo master é o sorriso. Mais do que ser felizes, precisamos parecer felizes (e olha que triste isso – o “parecer” sendo mais importante que o “ser’).

Mas ao mesmo tempo, somos seres sociais e mesmo não sendo famosos, temos uma parte da nossa vida que é pública (o que é acentuado ainda mais com nosso uso das redes sociais). E isso cada vez mais acentua em mim a seguinte percepção: as pessoas não precisam saber tudo sobre nós.

Simplesmente há coisas que não temos como esconder, principalmente daqueles que convivem com a gente ou nos acompanham. Mas quanto de fato é necessário que terceiros saibam? Precisamos expor, nos explicar ou dar detalhes da nossa vida pessoal no nosso ambiente de trabalho por exemplo? A resposta é não.

Como escritora na web e ao mesmo tempo graduada em administração e colaboradora há muitos anos em uma grande instituição, aprendi que em cada ambiente me porto de uma maneira. Isso não é ser alguém que usa máscaras, mas alguém que se adapta às diferentes circunstâncias e ao que elas exigem de mim. É possível sim separar o que somos, nossos anseios e sentimentos mais íntimos daquilo que precisamos expor ao conviver em sociedade.

Com os anos aprendi que talvez aquela minha tia, meu colega de faculdade ou de trabalho não precisem saber do meu relacionamento amoroso ou do meu sonho mais precioso, meus planos sobre as próximas férias ou tampouco sobre meu final de semana. Mas que ao meu amigo do peito (que às vezes pode ser também meu colega ou um parente, quem sabe) eu posso sim me abrir e dividir intimidade, por quê não? Do contrário a gente se isola da vida e se fecha em um casulo.

A maturidade ensina que doses de equilíbrio podem ser mais valiosas do que doses de transparência. Ao sermos transparentes demais nos expomos a quem nem sempre nos quer bem e podemos também acabar sendo invasivos com o outro.

Minha reflexão sobre o meme da Lady Diana, esplêndida em um vestido preto enquanto enfrentava um vendaval em sua vida pessoal, é que nem todos precisam ou merecem saber tudo sobre nós.

Nat Medeiros

 

 

 

 

Sou Tudo

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Sou tudo quando sei o que quero e eu luto

Quando sei o que amo e é tanto

E que minhas células se transbordam do que sinto

 

Sou êxtase, quando por um segundo quase acredito

Que o que anseio é tangível e é possível

E admito que traz à tona a melhor parte de mim

 

Sou luto quando duvido do que acredito

Vejo os navios se afundarem

E enxergo a certeza se tornar incerta

 

Sou conformidade quando aceito o afastamento e o silêncio

E me convenço, dubitavelmente, de que foi melhor assim

 

Sou triste quando apenas me resta esquecer

E tentar ser feliz sem a felicidade estar

 

E eu, que no início era tudo, no fim de tudo,

Sou nada.

 

Nat Medeiros

Fonte da Imagem: Pinterest

Doses Homeopáticas

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Por mais que as doses de afeto entre nós fossem homeopáticas, elas me enchiam de vida e força. Claro que como não poderia deixar de ser, as consequências dessas doses eram nefastas. Noites mal dormidas, lágrimas que feriam a pele, raiva, descontrole, dependência, insegurança. As dores emocionais se tornavam físicas a ponto de o meu corpo sentir febre quando através de uma investida desesperada eu tentava te esquecer com outra pessoa. Ineficaz. O meu corpo sentia. E expulsava. Pedindo mais uma vez por suas doses homeopáticas.

Eu me sentia desconectada de um presente que me levava a um futuro no qual você certamente não estaria. E, acima de tudo, eu sabia das possibilidades de isto estar resolvido nesse futuro. Mas não deixava de almejar o passado que me atormentava e me acalentava, onde eu e você ainda éramos. E o vislumbre de um futuro sereno não me trazia calma. Já era claro que cada dia que eu vivia era um dia mais longe daquele lugar secreto e agora inatingível onde eu você um dia estávamos.

Impossibilitada de me encontrar novamente no único tempo em que por alguns momentos nós dois estivemos juntos e de ali consumir novamente as pequenas e fatais doses, me refugiei na solidão. Silenciei tudo que em mim gritava. Aceitei a dor de uma perda que há muito tempo já fora anunciada. Abracei-a, agora eram os únicos vestígios de nós dois em mim. Senti a angústia escorrer e contaminar tudo por dentro. Descobri o gosto do rancor e vi o pouco que sobrava de alegria se tornar ansiedade. Doses homeopáticas de alegria e afeto se transformando em doses cavalares de desânimo. A perda do que nunca foi doía e pesava. E a solidão continuava sendo tudo que eu tinha do pouco que fomos nós.

E ainda era só o segundo dia do ano.

Nat Medeiros

Fonte da Imagem: Pinterest