Eu sei o exato momento em que eu deixei de te amar

Te dei minha alma e você me deu desculpas. Me culpei por não mais te amar porque eu sempre achei que o amor deveria ser pra sempre. Mas agora eu olho as suas fotos e tudo aquilo que eu sentia me parece tão distante… Parece até que foi em um outro tempo, em uma outra vida.
Por achar que o amor era eterno, construí um mundo ao redor de você. Você, por achar que meu amor era eterno, se descuidou e maltratou aquilo que o amor tão inocentemente te deu. Me vi entristecer para logo em seguida me desinteressar. O pior é que eu sei qual foi o exato momento em que eu deixei de te amar. É, eu sei o exato momento.

Nat Medeiros
#natmedeiros

Ontem eu fui dormir chorando mas hoje eu estou repleta de coragem!

Eu ainda não quero comprar uma casa, me estabelecer em algum lugar. Eu acho que ainda tenho tanto a conhecer. Talvez eu tenha um mundo. É, eu tenho. Ele está ali esperando o dia em que criarei coragem para desbravá-lo. Você já parou pra pensar em como todas essas decepções ou todos os seus fracassos estão te empurrando para um outro lugar? Eu penso nisso dia e noite. É como se Deus ou o Universo estivessem a dizer: “Ande mais, não estacione, há algo além. Vá!”.
Só que Deus ou Universo possuem uma linguagem diferente para nos falar. Não é preciso ouvidos nem olhos, é algo que vai muito além: dentro e te invade. É preciso escutar o que não é dito e ver o que não é visível. Você tem medo, você acha que é loucura demais mas ao mesmo tempo, cada célula do seu corpo anseia pela mudança. Mas você tem um chão tão seguro sob seus pés. Por que mirar o desconhecido? Ah, meu coração. Eu tenho um coração que vibra e não se contenta com o morno. Um coração rebelde que insiste em me dizer que só somos livres quando destememos a solidão. Ou quando deixamos de ser filhos das circunstâncias para ser pais e mães dos nossos atos e decisões. É fato que nem sempre eu o escuto e quando eu não o ouço, eu viro mais do mesmo e fico borocoxô. E aí é que Deus ou Universo me sacodem, colocam algo difícil em meu caminho para que eu não esqueça da melhor versão de mim. Me acendem e me enchem de bravura. Os horizontes se expandem e eu volto a estar em consonância com aquilo que carrego de melhor. Um ser bruto e selvagem. Sem medo da dor, do amor ou daquilo que eu desconheço. Disposto a se arriscar e construir liberdade. Ah, há tanto chão e há tanto céu! Ontem eu chorei antes de dormir, mas hoje, ah, hoje eu tô repleta de coragem!

Nat Medeiros

A “incrível” geração que usa camisinha no coração

Nós nos tornamos a incrível geração que usa camisinha no coração. Afinal, não é mais fácil dar o corpo do que se entregar de afeto e alma? Não é mais fácil ter um orgasmo do que encontrar companheirismo? Não é mais fácil achar alguém para tirar sua roupa do que poder contar com alguém para te preparar um chá quando preciso? Sim. É muito mais fácil. A cada dia que o sexo se tornava mais banal na nossa sociedade, o amor assumia a condição de “raro”. E o que fizemos para lidar com a falta de amor? Passamos a temê-lo, a evitá-lo, a negá-lo. Além de preservativo nos corpos, passamos a usá-lo no coração. Afinal, ninguém quer se apaixonar sozinho, se doar sozinho, acreditar sozinho. É mais fácil todos nós nos tornarmos prevenidos e desacreditados. Assim evitamos a dor, não sem antes evitarmos o amor, é claro. Mas devemos mesmo aceitar a condição e nos dar por vencidos? Por que não sermos diferentes, resistentes, crentes? Foi através desse questionamento que eu encontrei a minha saída: parafraseando Elisa Lucinda em seu poema sobre a corrupção, quanto mais esse mundo for frio, mais afetuosa serei, só de sacanagem. (Já dizia minha mãe: Natália é teimosa e do contra). Vou dar meu afeto sim. Vou dar meu melhor sim. Vou ser verdadeira sim. Se o outro não valorizar, isso simplesmente não muda quem sou. Apenas muda meu comportamento perante ele. Continuarei sendo alguém que acredita na beleza dos sentimentos e dos relacionamentos. Continuarei dando o meu melhor a quem merecer e me der de volta o melhor também (sim, porque se só um lado receber, está errada a equação).
Eu quero sentir meu coração vivo, pulsante. Ainda que isso, por vezes, o machuque. Eu sei que ele se reestabelecerá. Eu quero a liberdade do sangue correndo, da vida se renovando. Eu quero ser redundante e sentir os sentimentos em sua totalidade. Aos fabricantes de preservativo para o coração, aos adeptos do “oba oba” e aos praticantes da lei do desapego, apenas um pedido: distância. Eu estou indo na direção contrária.

Nat Medeiros

O que esperar de uma sociedade que banaliza o sexo e torna raro o afeto?

O que esperar de uma sociedade que banaliza o sexo e torna raro o afeto? A pergunta que vem me acompanhando já há algum tempo. Naquilo que o afeto seria o encontro de almas, o sexo seria a sua extensão: o encontro de almas seguido pelo encontro de corpos. Mas na liquidez dos relacionamentos atuais, nas inseguranças que preferimos fingir não ter e na banalização do desejo, o sexo foi reduzido a apenas um encontro de corpos de almas estranhas que quase sempre não são almas afins. Excitante? Desculpe, eu acho maçante. O aspecto carnal por si só não é tão interessante se o prelúdio da conversa também não o for. É um tipo de interesse mais perecível do que o leite da feira. Data e hora pra acabar. Quase sempre encontra o fim logo após sua consumação. E aí parte-se em busca de outro litro de leite.

A verdade é que o sexo que une e transcende é tão raro quanto o genuíno afeto. Mas o mundo em que vivemos insiste em dissociá-los e reduzi-los, nos definindo meramente como seres biológicos cujo objetivo central é o próximo orgasmo. Tão simples, cotidiano e desinteressante quanto estar em uma fila.

Nat Medeiros

Fonte da imagem: https://pin.it/2macmsxzoexfi6

Agora que eu descobri a força de ser intensa, eu não tentarei ser menos por nenhum segundo a mais

Adoro o nude e o cinza. Mas minha vida não é pintada com tons pastéis. Minha vida é pintada com cores vivas, intensas. Logo se percebe que ali o drama e o romance fazem morada. Que a dor quase me mata, mas que quando me sinto feliz, eu irradio alegria por cada parte de mim. É notório, é visível. Eu não sei esconder quem eu sou e nem quero. E chego abrindo a porta sem pedir licença. Eu sinto as emoções e os sentimentos em sua totalidade. Porcentagem pra mim não é 80. Tem que ser 100. Desculpe se pareço extrema. É exatamente o que sou e o que continuarei a ser. Poderia ser menos incômodo ser alguém comedido. Mas agora, que descobri a força de ser tão intensa, eu não tentarei ser menos por nenhum segundo a mais.

Nat Medeiros

A superficialidade me repele, eu gosto é de profundidade

A superficialidade me repele. Eu gosto é de profundidade. De gente que através de uma boa conversa me leva a outros mundos. Até converso sobre amenidades, mas amo falar sobre tudo que é maior. Minha visão sobre a vida, o meu passado e tudo que me trouxe até aqui. E gosto de ouvir sobre aquilo que nem sempre é visível. Seus medos, seus fantasmas, seus dias felizes, seus dias amargos, o que espera do futuro, o que aprendeu em um tempo findado.

Eu gosto de observar o intangível, o que nem todos conhecem, aquilo a que poucos tiveram acesso. Eu gosto dos raros e das excentricidades. Dos excêntricos e das suas raridades. Eu amo quando se atravessa a barreira do superficial a fim de nadar em águas mais profundas. Mas sei que tirar os pés da areia e deixar a água conduzir é só para quem não tem medo de perder o controle. É só para quem tem coragem de se perder. E são justos esses seres que me encantam. Os que me pegam pela mão e vão para as profundezas comigo.

Molhar os pés não satisfaz quem nasceu pra mergulhar.

Nat Medeiros

A verdade sobre como esquecer um amor

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Se você me conhecesse um tempo atrás, provavelmente me encontraria fazendo buscas no Google sobre como esquecer um amor. Assim como Leoni, eu testei 50 receitas para esquecer alguém mas ao contrário dele, posso dizer que algumas dessas receitas funcionam.

É importante alinharmos alguns pontos. Não existe fórmula milagrosa e quem dizer o contrário, estará mentindo. Eu sou capricorniana e muito realista, aqui quero apenas listar o que me ajudou e o que não me ajudou nesse processo de desprendimento. Vou dizer desprendimento porque esquecer mesmo é só se perdermos a memória, mas ao contrário da Clementine de ‘Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” não queremos isso, certo?

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Então vamos lá. O primeiro de tudo é termos a ciência de que estamos falando de sentimentos e não, de emoções. Se você gosta muito de uma pessoa, dificilmente irá se desprender dessa pessoa do dia para a noite. Mas há alguns comportamentos ou atitudes que podem minimizar a nossa dor e facilitar esse processo.

Vou listar três conselhos que costumamos ouvir para “esquecer” alguém e vou fazer uma análise, de acordo com a minha experiência, se são efetivos ou não e o porquê. Por fim, vou dizer o que realmente funcionou comigo e o que acredito que também irá funcionar pra vocês.

  1. Cortar relações e contato (seja o contato virtual ou o real)

Quem nunca ouviu o conselho de excluir o número da pessoa e bloquear ou excluir nas redes sociais, não é mesmo? Inclusive sou adepta dessa ideia. Mas na minha opinião, ela por si só não é o suficiente. Deixar de ver fotos, de saber o que a pessoa está fazendo, por onde vai e com quem, é essencial. Vai te ajudar a não ficar lembrando a todo momento mas dificilmente fará você esquecer a pessoa (ou se desprender dela). Eu falo por experiência, já cortei contato completamente e ainda assim eu me lembrava. Foi preciso que eu recorresse a outras receitas…

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2. Sair ou conhecer outras pessoas

Não se fechar para o mundo e para as possibilidades é importante. Talvez você não se apaixone por essa outra pessoa mas talvez você se distraia ou faça uma amizade, quem sabe. Mas pode ser também que você se frustre. É claro que até mesmo a frustração de um encontro poderá desviar a atenção daquele ex amor; o problema, na minha opinião, é você ficar frustrada e isso reforçar a sua saudade do “ex”.

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Um conselho que eu dou é que você não meta os pés pelas mãos. Certos encontros são melhores se nunca acontecerem, te asseguro. Já fui a um encontro uma vez, por pressão de uma amiga que queria me ver sair da fossa, e o cara forçou muuuito a barra comigo, foi totalmente inconveniente e insistente. Eu saí desse encontro muito pior do que eu já estava. O ideal é a gente só arriscar um encontro se realmente se interessar por aquela pessoa e não pelo simples fato de querer esquecer alguém. E se você não estiver afim de conhecer ninguém, não vá pela pressão da sociedade ou dos amigos. Dar tempo ao tempo às vezes é necessário.

3. Descobrir novos hobbies, investir em si mesma

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De todos os conselhos que me deram, esse foi o melhor. Ocupar a mente faz bem, distrai e nos faz evoluir. Você pode estudar mais, malhar, pesquisar sobre rotinas saudáveis, trabalhar como freelancer, fazer algum curso on-line (existem muitos gratuitos!). Você no mínimo estará saindo do lugar. Tentar esquecer aquela pessoa deixará de ser o assunto central aí na sua caixola e você se tornará mais leve. Descubra do que gosta e onde quer chegar e trace um plano pra isso. Eu indico que nesse tempo você também assista ao filme “A Magia das Palavras”, que narra a história da J.K. Rowling, escritora do Harry Potter. A história dela é fantástica e foi em meio a um coração partido e dificuldades financeiras que ela se dedicou ao seu sonho de escrever e se tornou uma das escritoras mais amadas do mundo.

Por fim, quero falar pra vocês sobre a minha experiência de desprendimento e o que mais deixou em paz esse coraçãozinho aqui. Antes, quero salientar que eu creio que enquanto a gente acredita naquela relação e acha que não foi o fim, a gente se mantem preso a ela. Se você ainda tem esperança, eu vejo duas alternativas:

  1. Tente novamente. Claro que isso vai depender do querer da outra pessoa. Mas eu acho preferível arriscar (e quem sabe quebrar a cara novamente) a ficar imaginando como seria se tivesse tentado um pouco mais.
  2. Caso não seja possível tentar novamente (a outra pessoa não quer ou por se tratar de um relacionamento tóxico), busque ajuda psicológica. Conselhos de amigos (e de escritores) nem sempre são suficientes para superarmos um término ou separação.

Bom, sobre a minha experiência, o que eu fiz exatamente? Eu procurei a pessoa e tentei de novo! Mais uma vez não deu certo pois tínhamos interesses diferentes e sentimentos diferentes. Quando eu soube que ele ficou com uma outra menina eu finalmente vi que aquilo jamais daria certo, ou seja, eu deixei de acreditar naquela história. Isso pra mim foi libertador. A gente não insiste naquilo que não acredita que irá dar certo, não é mesmo? Seja um relacionamento, um emprego ou uma ideia. Mas como eu disse, eu só tive essa certeza porque tive coragem o suficiente para ir atrás dele e deixar meu coração vulnerável novamente. Eu arrisquei. Agora, mais do que isso, eu ressignifiquei toda essa experiência. Como? Vi que ela, essa experiência, foi necessária para o meu amadurecimento (se não fosse o sentimento vivido, eu não teria feito esse texto e tantos outros). Eu cresci muito como pessoa, tive coragem de tirar as armaduras que sempre usei e não fiz mais do orgulho o meu cursor. Nesse momento também vi que não se apaga um passado ou uma lembrança. Mas podemos usá-los para evoluir e sobretudo seguir em frente. Agradeci à vida por ter colocado esse moço em meu caminho, perdoei meus erros e os dele e passei a olhar pra tudo isso com mais carinho. Sou certamente uma pessoa melhor pelo fato de termos estado juntos em algum momento. Hoje eu acredito que se desprender de uma relação que nos foi importante não significa esquecer ou apagar da memória, mas dar um novo significado a ela.

Nat Medeiros

Fonte da Imagem: Pinterest

3 motivos para não se comparar aos outros

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Com a popularização das redes sociais, ficou mais fácil termos conhecimento sobre o que as outras pessoas estão fazendo, onde estão frequentando, o que andam comendo e por onde estão viajando. Se antes mal sabíamos o que os nossos vizinhos faziam em suas férias, hoje sabemos o que uma infinidade de pessoas fazem não somente em suas férias, mas durante o ano todo. A interação virtual é natural e cada vez mais comum, porém com isso vemos acentuar a tendência de comparar nossas vidas com a vida alheia. Às vezes fazemos essa comparação sem mesmo perceber então aqui vou listar três argumentos que me fazem crer que as comparações mais atrapalham do que ajudam.

  1. Cada um tem uma realidade particular

Cada um está inserido em um contexto muito individual então comparar duas realidades distintas é tolice e ainda pode nos deixar pra baixo. Os últimos cinco anos da minha vida foi lidando com a doença grave da minha mãe e posteriormente com a sua perda. Vivi tempos no hospital, vivi noites em claro trocando fraldas ou com medo de que eu a perdesse. Era óbvio que eu não tinha mais a mesma disponibilidade de tempo ou estrutura emocional que eu tinha antes. Era óbvio que nesses anos eu não tinha a mesma garra das outras pessoas para tentar ir atrás dos sonhos e objetivos. Cada um tem uma batalha e algumas, em determinados momentos, são mais difíceis e exigem mais de nós. O que as outros estão vivendo é diferente do que você está vivendo. Além disso, cada um tem a sua personalidade e modo de lidar com as situações.

2. Cada um tem seus sonhos e preferências

Se formos entrar na pilha e tentar fazer igual ao que nosso vizinho está fazendo, muito provavelmente acabaremos lutando por um sonho que não é o nosso. Isso quase aconteceu comigo quando decidi juntar dinheiro para comprar um carro. Então percebi que eu não tinha necessidade nem mesmo o sonho de ter um carro nesse momento e que o dinheiro desse investimento poderia me ser muito mais útil se aplicado em outros investimentos que eu realmente queria e necessitava. Olhar para si mesmo e para onde quer chegar é muito mais efetivo do que olhar para a grama ao lado. Lute pelo que você quer, os sonhos dos outros são diferentes. E quanto mais você se compara, mais você se distancia de si mesmo e da sua essência.

3. O ato de se comparar é enganoso

É enganoso porque sempre tendemos a comparar o nosso fracasso com a vitória alheia. Assim, estimamos o outro e nos subestimamos. Olhamos o acerto do outro e olhamos o nosso erro. Isso é cruel, não serve de balança. Esquecemos que o outro também já fracassou e que nós também já tivemos vitórias. Se comparar com quem está melhor, aliás, com quem parece estar melhor é só mais uma forma de martirizar. Reconheça mais seus feitos, as suas conquistas, mesmo que pequenas. Reconheça também o que pode melhorar, independentemente da outra pessoa. Permita que apenas uma pessoa ocupe o centro da sua vida: você.

Bônus: Não se compare, se inspire!

Identifique uma pessoa que você admira. Alguém que realizou um sonho parecido com o seu, alguém que conseguiu passar naquele concurso que você quer muito ou até mesmo aquele profissional referência na área em que você deseja se aperfeiçoar. Não se compare com eles. Se inspire neles. Mande um e-mail, fale da sua admiração e peça dicas. Talvez as ideias trocadas com essas pessoas, que já estiveram no mesmo degrau em que você está agora, possam ajudar a nortear melhor o caminho que te levará aonde você quer chegar. Enquanto a comparação te faz estacionar, a inspiração… Ah, a inspiração pode te levar além!

Nat Medeiros

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6 conselhos amorosos dos quais eu discordo

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Aqui vou listar 6 conselhos amorosos com os quais eu não concordo. Até respeito, mas discordo e explicarei os motivos. Se seu interesse é saber como arranjar um namorado ou como esquecer um amor, pode parar por aqui. Não vou prometer o que não posso cumprir. Aqui só quero jogar um balde de realidade nessas frases clichês que circulam por aí.

  1. O que importa mesmo é se o cara gosta de você.

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O cara gosta de mim e? Sou obrigada a ficar com ele por ele gostar de mim? Na verdade, o que importa mesmo é: Eu gosto dele? Porque caso não goste, não adianta nem começar. Nunca fui uma pessoa de ficar esperando ser escolhida, esperando ser gostada. Se eu gosto da pessoa, ótimo, primeiro ponto. O segundo é saber se é recíproco. Se for, maravilha. Se não for, vida que segue.

Parece loucura essa ideia de estar em um relacionamento só porque o outro gosta. Isso não é bom pra nenhum dos lados. Nem pra aquele que não é gostado nem pra aquele que tá fazendo caridade. Reciprocidade é um trem natural, gente. Não adianta cobrar do outro e nem se obrigar a ser recíproco.

2. Quem gosta, vai atrás.

Nem sempre. Eu, por exemplo, já gostei e não fui atrás por N motivos. Por medo, por imaginar que não fosse dar certo ou que a pessoa já tivesse partido pra outra. Enfim, não dá pra categorizar que a pessoa que gosta sempre irá atrás. Já dizia Rodrigo Amarante: “Nem sempre”.

3. Se a pessoa ama, ela não irá desistir, ela irá até o final.

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Cara, sério que você acredita nisso? Amor não tem que ser prova de resistência, não. Às vezes a gente desiste porque irá ser melhor para os dois, para a evolução de cada um ou para a saúde emocional de ambos. Os motivos são diversos: caminhos que se separam, fases distintas, traumas, dilemas internos.

Há nove anos eu desisti de um cara de quem eu gostava muito simplesmente porque eu não estava preparada para gostar muito de ninguém. Tive medo e aquilo me paralisou. Depois de um tempinho até me arrependi mas há seis anos somos best friends e eu vejo que foi necessário que eu passasse por isso. Pois foi só sentindo na pele a dor de perder algo importante por medo de arriscar é que eu tive mais coragem pra arriscar quando eu gostei de uma outra pessoa depois. Enfim, cada um tem seu tempo e às vezes desistir de alguém, mesmo amando, é mais do que natural.

4. Mulher gosta de homem que a faça rir.

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Se o cara for um palhaço que faz piada com tudo, por favor, dispenso. Detesto (e não consigo) fingir que achei engraçado só para ser educada. A seriedade me atrai mais.

5. Namore seu melhor amigo, ele já sabe como te fazer feliz

Ele sabe te fazer feliz como amigo. Não necessariamente você será feliz sendo a namorada dele. Vocês se entendem, possuem afinidades e confiam um no outro. Mas se sentem atraídos ou têm desejos românticos um pelo outro? Se a resposta de pelo menos um de vocês for “Não”, arrisco dizer que isso não será o suficiente. Apenas. Tá, talvez você até arrisque e dê certo, mas talvez não.

Uma vez eu fiquei com um dos meus melhores amigos e não só vi que não conseguia corresponder ao que ele sentia como também vi estragar a nossa amizade.

6. Você vai encontrar alguém.

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Essa frase é a pior! Talvez você até encontre mesmo, mas não há absolutamente nenhuma garantia nesse mundo que você irá encontrar alguém que você goste muito e que esse alguém goste muito de você também. A vida não dá prêmios de bom comportamento pra ninguém. Aceite e se desprenda dessa ideia!

Talvez, você aí que não me conhece, esteja pensando: “Nossa, Natália, você tá muito pessimista e amargurada”. Mas te digo, não é pessimismo ou amargor, pelo contrário, eu acho que viver esperando o grande amor (alheio) das nossas vidas é a melhor maneira de nos amargurarmos simplesmente porque às vezes esse amor romântico não vem! Então melhor focar em seus estudos e projetos e sonhos porque isso sim depende de você. Se o amor não vir, você tem aí a sua vida independentemente de qualquer coisa. Eu sou romântica, mas como boa capricorniana sou muito realista e garanto que um pouco de realidade não faz mal a ninguém.

Com certeza existem outros conselhos amorosos com os quais eu não concordo, mas por ora só me lembrei desses. Essas frases bonitas que circulam nas redes sociais nem sempre são efetivas. Já dizia minha avó, se conselho fosse bom, a gente não dava, vendia. Mentira, eu nunca ouvi minha avó dizer isso mas achei válido finalizar assim.

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Nat Medeiros

Fonte das imagens: Pinterest

Hoje e sempre você está em mim

Ao som de um piano longínquo, escrevo uma carta que não será lida. Palavras perdidas em um papel, na tentativa já fracassada de comunicar o que eu não comuniquei enquanto você estava aqui.

Silêncios me acompanham dia e noite e não têm pena de mim. Sua voz ecoa em minha mente enquanto em pensamento eu tento reproduzir as cenas de um passado que não é tão distante mas que a cada dia mais se afasta de mim.

Eu achei que você seria para sempre e que sempre haveria um amanhã e uma oportunidade de vivermos tudo que a vida não nos permitiu viver quando era possível. Agora os tempos são outros e entre nós há uma crua impossibilidade do que antes nos era cotidiano. Ah, se eu soubesse antes que aquele dia chegaria e eu te veria partir… Ah se eu soubesse que um dia eu veria suas roupas e não encontrar mais sentido pra elas… Ah, se eu soubesse antes que as fotos um dia seriam o que de mais valioso eu teria. Ah, se eu soubesse antes que a morte de fato existe e que o silêncio que ela deixa barulho nenhum irá preencher.

É difícil explicar o amor. Lembranças perdem seus contornos, seus detalhes e nitidez e no entanto o amor permanece, intocável, preenchendo o vazio que ficou, como se estivesse a dizer: “Ainda não acabou, eu ainda estou aqui”. E está mesmo, mãe. Hoje e sempre você está dentro de mim.

Natália Medeiros