MINIMALISMO: 7 COISAS QUE EU NÃO COMPRO MAIS

menos é mais.

Eu já falei  no Superela o que me fez ir de encontro ao Minimalismo e o que é esse estilo de vida que vem ganhando espaço na nossa sociedade. Mas caso você ainda não tenha lido o meu último texto, posso explicar novamente: o Minimalismo é uma forma de viver que busca simplificar todas as áreas da nossa vida, desde a parte prática e tangível até os relacionamentos e vida virtual. O objetivo é descartar o acessório e ficar apenas com o essencial e consequentemente ter uma vida mais saudável. Um exemplo prático é o número de sapatos que uma pessoa possui. Pra quê ter quarenta pares de sapatos ocupando espaço e demandando mais tempo para organização e limpeza dos mesmos se eu uso realmente apenas oito pares? Se são apenas oito pares que me trazem bem estar e felicidade ao usá-los? Isso é apenas um exemplo. O mesmo vale pare utensílios de cozinha, roupas de cama, mesa e banho, acessórios pessoais, redes sociais e relações.

A sociedade atual possui um fluxo enorme de informações e um consumismo progressivo. Mas temos nossos limites, não é mesmo? O nosso tempo é limitado a 24 horas diárias. Em quê estamos o investindo? Em coisas que realmente nos são necessárias? Caso não, é hora de repensar isso aí e passar a ter mais consciência em onde investimos nosso bem mais precioso.

No meu último texto eu também falei sobre o destralhe, que é a prática de descartar (seja através de doação, vendas ou mesmo jogando fora quando não é possível a reutilização) tudo aquilo que está parado na nossa casa, tomando nosso tempo e ocupando espaço. Mas agora eu quero falar sobre uma mudança de comportamento que também faz parte do minimalismo: compras conscientes. Dentro disso aí, eu vou falar pra vocês quais são as coisas que eu não compro mais e vou explicar o porquê. Vamos nessa!

1.Caixas Organizadoras

adcf26cc636c37010eaf467490cf5699

Bom, isso pode parecer um tanto controverso, mas caixas organizadoras podem fazer com que acumulemos mais e mais coisas, nos dando uma falsa sensação de organização. A ideia do minimalismo não é simplesmente a organização. Inclusive o ideal é que deixemos tudo que temos em casa fácil de ser visto por nossos olhos para que simplesmente saibamos o que temos e se realmente precisamos daquilo ou não. Claro que certas coisas precisam mesmo ser guardadas em caixinhas, como alfinetes, brincos, agulhas etc. Mas precisamos tomar o cuidado de não tornar caixas depósitos de coisas não essenciais. Eu optei por não tê-las mais.

2. Cintos

4688c8a784a4511cacc1ebab39b43333

Eu percebi que tinha cerca de 20 cintos em casa. Destes, apenas três eram utilizados. Eu detesto cintos em sua maioria porque eles apertam minha barriga e quase nunca são confortáveis. Doei praticamente todos, fiquei apenas com aqueles mais maleáveis e mais fáceis de serem combinados (um pretinho básico é tudo!). Cintos definitivamente são itens que não comprarei mais.

3. Bolsas de qualidade baixa ou de modinha

1-768x629

Como eu disse no último texto, Minimalismo não é sobre comprar o item mais barato ou deixar de comprar. Mas, fazer compras conscientes e de qualidade. Pra mim, hoje é preferível ter uma ou duas bolsas de excelente qualidade a ter seis bolsas que se deterioram com o tempo. Assim, eu passo do gasto ao investimento e ainda ganho espaço no meu guarda-roupa. Também priorizo escolhas que sejam atemporais e atendam minhas necessidades. Não adianta eu ter várias mini-bolsas sendo que preciso mais é de uma de tamanho médio, vice-versa.

4. Bijuterias

e195e53b6e0eb3147190ee512f19ee58

Esse item é muito pessoal. Acho que tudo é uma questão de se conhecer e conhecer o seu estilo. Quer dizer que eu não vá mais comprar um item da moda? Não. Mas vou comprar itens que eu sei que vou usar muito. Há cerca de um ano todos os meus looks são montados com os seguintes acessórios: um brinquinho de coruja, meu colar Superela que eu amo (ambos pratas), dois colares com pingentes e duas chokers. Os brincos grandes que eu tinha eu nem uso mais (me incomodam devido o peso). Claro que guardei uns três e também uns anéis, pois nunca se sabe… Mas são coisas que têm a minha cara e não algo que está na moda simplesmente. Eu doei cerca de 90% das minhas bijouterias e estou bem com o que ficou. Não sinto falta de absolutamente NADA!

5. Esmaltes de várias cores

4f2059e8e296c9c24b270aee2cf4e2eb

Também doei ou joguei fora (os que tinham perdido a validade) cerca de 90% deles. Já tem uns dois anos que uso somente preto, nude, cinza e no máximo um vermelho. No entanto, eu continuava comprando outras cores na tentativa de inovar um pouco. Mas sempre que eu usava um roxo ou um abóbora, por exemplo, eu ficava doida pra chegar a hora de voltar ao preto. Ou seja, o preto me fazia muito mais feliz. Então pra quê ficar tentando achar novos tons preferidos se eu já sei de quais gosto mais?

6. Artigos de decoração / Bibelôs

0472ec64587e6c24cd49f2ca494d5b63

Olha só, não estou falando que pra termos um estilo de vida minimalista a casa tem que estar vazia. Mas ter muitos bibelôs exige tempo e limpeza. É muitas mais fácil e requer muito menos tempo limpar uma estante com três artigos de decoração do que limpar uma estante com dez artigos de decoração, por exemplo. Sem citar que às vezes o ambiente fica carregado com tanta informação. Como lá em casa já tem artigos de decoração o suficiente, não há porque eu comprar mais e confesso que alguns eu até doei. Fiquei apenas com os que me trazem excelentes lembranças. Menos é realmente mais.

7. Óculos não originais

2c6eba191e317533406b77b287fb97bf

Eu tinha uns dez. Por favor, né? Eu, tão básica, nunca precisaria de dez. Fui comprando pela moda e nem usava. Eram baratos e eu nem sentia no bolso. Mas aí eles começaram a ocupar espaço demais e apresentavam utilidade de menos. Além de tudo, não eram originais e não me traziam os benefícios que os óculos realmente devem nos trazer: proteção. Resumo: doei quase todos! Fiquei apenas com um preto básico enquanto não acho os óculos originais que vão fazer meu coração saltitar de felicidade ao usá-los. Ou seja, estou planejando essa compra e não agindo pelo impulso ou me guiando pela moda.

Fechando!

giphy-2.gif

Essa é uma lista pessoal e creio que ela aumentará muito porque o minimalismo é um processo. E esse processo vai evoluindo à medida que temos consciência real do que queremos, de quem somos e do que nos é essencial. O que eu posso dizer com a minha experiência é que hoje eu realmente uso o que tenho e que possuo mais tempo livre pois preciso de menos tempo para organizar minhas coisas e limpar o meu espaço. Eu me preocupo menos também pois tenho muito menos coisas de valor estocadas em casa. Ressalto que não abri mão do conforto em nenhum aspecto. A minha grana simplesmente está sendo melhor direcionada porque ela está sendo investida, e não gasta. Eu estou focando em coisas de qualidade, na minha saúde mental, projetos de longo prazo, em viagens, experiências, lazer e conhecimento.

Ao priorizar e buscar uma vida mais simples, eu descobri que ao contrário do que a mídia diz, eu nunca precisei de muito!

 

Nat Medeiros

Fonte das Imagens: Pinterest

Anúncios

MINIMALISMO: O QUE ME FEZ QUERER TRANSFORMAR A MINHA VIDA

menos é mais.

  • Tudo que é excesso nos desgasta

O minimalismo é um estilo de vida que vem ganhando notoriedade no mundo ao nos fazer repensar o nosso modo de viver. O objetivo é viver menos para coisas e mais para experiências. Não é sobre deixar de consumir, é passar a ter um consumo consciente. Não é sobre deixar de se conectar ou se relacionar com as pessoas, é sobre escolher melhor os nossos relacionamentos, sobre só se conectar ao mundo digital o suficiente, sobre assumir apenas compromissos que nos façam bem e nos levem à evolução. Agora que todo o deslumbre das redes sociais e do consumismo começam a nos trazer desgaste e infelicidade em determinados momentos, somos levados a nos questionar: “Precisamos mesmo de tantos amigos, de tantas roupas e sapatos, de tantos compromissos, de tantos likes e visualizações? O nosso tempo é o nosso bem mais precioso, para onde ele está indo? Investimos a maior parte dele para ganhar dinheiro e comprar coisas que nos fazem ou não nos fazem feliz?”.  São esses questionamentos que começaram a me alfinetar. Eu não descobri o minimalismo por  acaso, descobri por necessidade. No início do ano comecei a apresentar algumas insatisfações com a minha vida, são elas:

  1. O alto número de demandas nas redes sociais. Muitas pessoas me chamando para conversar ou pedir conselhos. Tudo bem você conversar duas ou três pessoas por dia através das redes. Mas quando vinte, trinta pessoas te chamam ou mandam vídeos, áudios e textos, isso se torna bem complicado. Um dia eu parei para contar e se eu fosse responder todas as mensagens, ouvir todos os áudios, ler tudo que me chegava e ver todos os vídeos que me enviavam, eu teria que pedir contas do meu emprego pra poder atender a tudo isso.
  2. O alto número de roupas e objetos que eu possuía. Essas coisas sempre ocuparam muito espaço no meu guarda-roupa. Esporadicamente eu doava quantidades enormes de coisas, até mesmos roupas que eu nunca cheguei a usar. Mas eu escoava isso, porque logo em seguida em comprava mais coisas. Isso tudo se tornou uma preocupação pra mim. “E se roubarem as minhas coisas?”, “E se um dia eu for embora da cidade? Não vai ter como eu levar tudo! Acho melhor eu nem ir porque não quero perder minhas preciosas coisas…”.

Foi bem nessa época que eu li o livro “Clube da Luta”. O livro faz um questionamento bem interessante sobre o consumismo, que pode ser sintetizado em uma frase gloriosa: “As coisas que você possui acabam possuindo você”. Eu super concordei com a frase, mas só isso. Porque eu não estava nem um pouco aberta a adotar a filosofia de vida relatada no livro. Abrir mão do conforto e da segurança definitivamente não eram opção pra mim.

  • O Começo da mudança

Mas, diante essas insatisfações, eu fui fazendo algumas mudanças. Parei de estar tão disponível nas redes sociais. No meu Facebook pessoal até pedi que as pessoas evitassem me chamar no Messenger e Whatsapp. Também fiz uma limpa em meu guarda-roupa. Me desfiz mesmo daquelas roupas que eu nunca tinha usado e achava que ainda usaria um dia. Fiz um brechó para as amigas e consegui cerca de 500 reais com roupas que estavam paradas no meu guarda-roupa. Só que parte desse dinheiro eu acabei usando pra comprar mais roupas, ou seja, eu escoei meu estoque (o que não foi nada minimalista). O lado bom foi que eu acabei comprando somente roupas que tinham muito a ver com meu estilo, que é mais sóbrio (metade das novas roupas eram cinza, a outra metade se dividiam entre preto e branco). E como eu estava praticamente renovando o meu guarda-roupa, eu decidi que compraria um maior, para poder caber as coisas de modo mais organizado e espaçado.

  • O desgaste com as redes sociais e a experiência da morte

Foi nessa época da minha vida também que a minha mãe teve uma piora em seu estado de saúde. Foram três meses vivendo em um hospital. Minha vida se resumia a: casa, trabalho, hospital. Não foi fácil. Eu tive que dar uma pausa nos meus textos. E expliquei o motivo à quem me lia através das redes sociais. Foi bem bacana porque muitas pessoas me mandavam diariamente mensagens de carinho, desejando força. E eu sempre tive o cuidado e a consideração de responder. Mas hoje vejo que me preocupar em sempre responder às mensagens não foi bom pra mim naquele momento. Porque as quase duas horas diárias que eu gastava respondendo às mensagens, poderiam ser dedicadas à minha mãe. Infelizmente ela faleceu no fim de julho e é algo que hoje não posso mudar. O que me conforta é que ela confidenciou antes da sua morte à três ou quatro amigas que estava muito feliz comigo, pois eu estava cuidando muito bem dela. Mas isso não me tira a certeza de que eu poderia ter vivido mais aquele momento. Eu poderia ter feito ainda melhor.

  • Vou comprar um carro! Mas pra quê mesmo?

Após a morte da minha mãe, eu comecei a me questionar: quero continuar vivendo na cidade? Sei que outros lugares poderiam me proporcionar mais oportunidades. Mas tudo ficava no imaginário. Eu não tinha nenhum plano real. Foi nessa época também que eu passei a ter possibilidades concretas de comprar um carro e esse foi se tornando meu plano principal. Voltei para a auto escola e coloquei metas de economia na minha vida, o que foi bem bacana. Sim, ter um carro era o meu objetivo agora. Isso é interessante porque lá em casa praticamente não tivemos carro. Isso me deixava muito frustrada. Eu via meus colegas com pais que tinham carro, meus tios, conhecidos, todo mundo! E não eram raras as vezes em que nós, lá em casa, deixávamos de ir a algum lugar ou evento pela falta de um carro. Mais tarde, vinham as cobranças dos amigos e colegas: “Você tem que juntar dinheiro pra comprar um carro logo”. Sim, eu tinha que juntar dinheiro pra comprar um carro logo. Nisso, foram mais de 25 anos sem carro. Frustante, não é? Mas agora finalmente eu teria condições de comprar um! E foi justamente quando essa possibilidade veio, que eu me perguntei: “Pra quê mesmo eu quero um carro? Porque eu vivi a vida inteira sem um e sei viver muito bem sem. Não sinto falta do que praticamente nunca tive. Além de não ter falta, não sinto necessidade pois moro pertinho do trabalho e dos lugares dos quais mais gosto de ir, sem citar que hoje temos o bom e acessível Uber. Minha casa não tem garagem e eu teria que me mudar de um lugar que é meu, em uma excelente localização, pra ir morar de aluguel só pra poder ter um carro do qual não tenho necessidade. Carro precisa de manutenção, requer grana, necessita lugar para estacionar, traz preocupação e como pontuou um amigo: “Poderia despertar ainda mais a minha ansiedade”. Comprar um carro também não seria a melhor escolha se eu penso em mudar de país no ano que vem, por exemplo. Isso somente travaria meus planos.

  • O que a sociedade quer   X   O que eu quero

Eu caminhei a vida toda para chegar ao momento em que a sociedade dita como indicador de sucesso para finalmente descobrir que esse lugar não atende às minhas expectativas e nem melhora a minha qualidade de vida. Talvez um carro melhore muito a qualidade de vida de quem dependa de transporte público, dependa de terceiros ou atravesse longas distâncias, mas esse não é o meu caso. Definitivamente não! Inclusive há estudos que mostram que determinadas gerações não se interessam tanto em comprar casa ou automóveis, preferem adquirir experiências. Essa diferença de interesse também é muito comum entre culturas e países diferentes. Eu não estou falando que comprar carro é besteira. Mas eu parei de ouvir a sociedade para me entender melhor e vi que os meus anseios diferem um pouco do padrão.

  • Enfim, o Minimalismo!

E foi neste justo e iluminado momento que eu descobri o “Minimalismo”, que é o estilo de vida onde o “Menos” é considerado “Mais”. Aqui não se fala de não consumir, mas fala do consumo consciente: Eu vou comprar só coisas que eu gostarei muito de usar. Eu vou manter na minha casa e na minha vida somente o que é essencial. Bacana, não é? E isso não é sobre o lado material da vida, mas também o lado virtual, social e tantos outros. “Só vou aceitar compromissos em que quero realmente ir”, porque quando dizemos por educação um “Sim” a algo que não queremos muito, estamos dizendo um “Não” a nós mesmos ou a algo que queremos muito. Minimalismo é ter consciência de quem somos. Não é sobre ter dois pares de sapato. Não existem regras. Se pra você é importante ter 12 pares de sapato, ok. Mas que você tenha realmente pares de sapatos que você goste muito de usar, e não pares de sapatos que são lindos mas machucam, que são lindos mas você não usa, que são lindos mas que não combinam mais com o seu estilo. Minimalismo é você reduzir coisas, pessoas, situações e ficar apenas com o que é essencial e te faz muito bem. Mais tempo, mais afeto, mais relações genuínas e profundas, mais grana. Minimalismo no meu conceito é: “Ei, eu quero mesmo ir nesse ritmo, eu quero mesmo estar nesse pódio, isso realmente me traz felicidade e paz?”.

  • O Destralhe – Desfazer-se de coisas que não são essenciais

Acabei percebendo que eu já tinha tendências minimalistas mesmo antes de descobrir esse estilo de vida. Até mesmo as minhas roupas, que se reduzem a jeans, branco, preto e cinza (embora isso não seja uma regra no minimalismo, mas de fato são cores mais fáceis de serem combinadas). A diferença é que depois que descobri esse estilo de vida, eu me conscientizei ainda mais sobre a necessidade e a vantagem de ter somente o que é essencial. E a  mudança é gradual. Eu me desfiz de cerca de 1000 (isso, MIL) objetos nesse último mês. Estou mais leve. Eu li em algum lugar que cada coisa que possuímos nos gera preocupação e requer cuidado. Quanto menos preocupação tivermos, mais livres somos. Ainda há mais coisas das quais quero me livrar. Vou abrir uma lojinha no Enjoei e fazer um novo bazar. Compras daqui pra frente serão planejadas e eu vou priorizar a qualidade e a funcionalidade (lembre-se, minimalismo não é deixar de consumir, é consumir coisas úteis, que vão apresentar boa durabilidade). Um guarda-roupa maior já não é mais o que quero. Meu objetivo agora é reduzir ainda mais o meu armário atual.

  • O Destralhe Virtual e o desejo por apenas aquilo que nos é essencial

Eu também fiz um destralhe virtual. Apaguei do minha nuvem cerca de 4 mil fotos que não são essenciais pra mim. Deixei de seguir cerca de 200 pessoas no Instagram, que são pessoas que eu não conhecia muito ou não tinha muito contato. Apaguei aplicativos acessórios, arquivos que não me servem mais. A experiência da morte da minha mãe me mostrou que não levamos nada dessa vida. Eu quero ter o essencial para viver, para ter mais liberdade de ir e vir, de mudar de cidade, de estado ou de país. Eu quero ter o essencial para viver pois já tive a minha casa assaltada quando morei no Rio Grande do Sul e foi traumatizante perder tanta coisa de valor. Eu quero ter o essencial para viver porque passei a vida toda batalhando para adquirir mais coisas mas percebi que o lugar onde eu queria chegar não é mais o lugar aonde eu quero ir agora. Na minha adolescência eu sofri por não ter roupa para ir para a escola. Eu tinha que esperar a minha irmã chegar da aula no fim da manhã para eu usar a calça que ela tinha usado e ir para a escola à tarde. Quando me tornei salariada, eu comprei tantas e tantas calças para nunca mais passar por aquilo, mas hoje vejo que são somente quatro calças que eu amo usar e então serão quatro calças que eu vou ter no meu guarda-roupa.

  • O Acessório   X    O Essencial

O que eu tinha de mais importante nessa vida eu perdi, a minha mãe. Coisas não têm mais peso em minhas decisões nem importância além do que é devido. Eu quero viver bem, ter segurança, qualidade de vida e lutar pelos meus sonhos, e não somente abrir mão de boas experiências para pagar um carro ou qualquer outra coisa que não me são necessários neste momento. Situações, objetos, roupas, pessoas que não me trazem bem-estar e não são primordiais, não mais cabem no meu mundo. Eu não mais quero o acessório, eu quero somente o essencial.

Nat Medeiros